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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Bordar e tricotar podem aumentar auto-estima e reduzir a dor

Boa noite meninas e meninos!
Hoje trouxe para vocês um artigo do site Diário Digital com pesquisas científicas e relatos de pessoas que mostram os benefícios das artes manuais para a saúde do corpo e da alma.
Estou pesquisando na internet artigos que incentivem o aprendizado do artesanato, afinal, com boa vontade todos podem aprender e não importa a idade.
Espero que vocês gostem e compartilhem com todos; vamos espalhar a alegria que é bordar, tricotar, crochetar, e etc...
Millll beijinhos, um abençoado dia na paz de Deus.


Bordar e tricotar podem aumentar auto-estima 
e reduzir a dor
02-02-2016 às 11:06

Aos 23 anos, a fotógrafa Caroline Curti foi apanhada de surpresa ao descobrir que tinha um cisto no ovário direito e teria que fazer uma cirurgia de emergência para retirar o órgão e as trompas. Tudo havia começado com fortes dores que, pensou ela, não deviam ser nada de mais.

Foram quatro dias à espera da autorização do plano de saúde para fazer uma cirurgia minimamente invasiva. Como a situação pedia pressa e a resposta não veio, Caroline teve que se submeter à operação aberta, com um corte igual ao de uma cesariana.

«Foi tudo muito traumático, senti-me mutilada. Podia ter sido mais simples, mas por causa de burocracia fiquei com essa lembrança.»

Dois anos passaram. E então Caroline foi atrás de um projeto antigo: aprender a bordar e explorar um novo tipo de expressão. Assistiu a um curso online de bordados no fim de 2015 e decidiu que desenharia um útero sem o ovário direito.

«Quando terminei o bordado, fiquei muito emocionada. Ajudou-me a encerrar um capítulo. Foi um processo de aceitação do meu novo corpo como ele é, independentemente de ter uma cicatriz ou um ovário a menos. Foi como se eu dissesse: 'agora estou pronta para continuar'.»

Para a designer Marina Dini, 29, a atividade ajuda-a a concentrar-se apenas naquele momento, a relaxar e a tirá-la da frente dos ecrãs e do excesso de informações.

«É uma atividade que me traz calma e estimula a reflexão, principalmente quando estou ansiosa», diz. Histórias como a de Caroline e Marina mostram como bordar e tricotar podem trazer benefícios para a saúde. E estudos e especialistas garantem que esses efeitos são maiores do que se pensava.

O cardiologista americano Herbert Benson, professor de medicina integrativa de Harvard, afirma que atividades como bordar e tricotar induzem a um estado de relaxamento similar ao da meditação e do ioga. Depois que se passa da curva inicial de aprendizagem, essas atividades podem reduzir os batimentos cardíacos, a pressão arterial e os níveis de hormonas ligadas ao stresse.

Já uma pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, com 38 mulheres com anorexia, apontou que tricotar trouxe significativas melhorias. Mais de 70% delas disseram que a atividade reduziu a intensidade dos seus medos e pensamentos sobre o distúrbio alimentar.

Outro estudo, publicado no Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences, apontou que praticar atividades manuais como crochê e tricô reduz as probabilidades de transtornos cognitivos leves e perda de memória. O estudo foi feito com 1.321 pessoas entre 70 e 89 anos.

A atividade também pode ajudar a reduzir a dor, segundo uma pesquisa com pacientes com dores crónicas do sistema público de saúde inglês.

Nenhum dos estudos, porém, desvendou por quais mecanismos esses benefícios surgem. Alguns pesquisadores especulam que as atividades manuais promovem o desenvolvimento de vias neurais do cérebro que ajudam a manter a saúde cognitiva.

Fonte: Diário Digital

sábado, 30 de janeiro de 2016

Como calcular o preço do seu artesanato e valorizar seu trabalho


Bom dia meninas e meninos!
Hoje trouxe para vocês um ótimo artigo do site E-commercebrasil direcionado para quem trabalha com artesanato. Ele ensina em detalhes como devemos calcular o preço para venda do produto confeccionado.
Espero que vocês gostem e aproveitem.
Millll beijinhos, um lindo fim de semana abençoado por Deus.

Fatores importantes para calcular o preço do seu 
artesanato e valorizar seu trabalho

POR: JOSÉ ABUCHAEM
QUINTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2016

PRECIFICAÇÃO

É necessário saber valorizar o seu trabalho, pois seu tempo e sua habilidade também são muito importantes e custam dinheiro. Você precisa ter o controle e saber exatamente o porquê do preço escolhido – podendo ainda tomar decisões conscientes na hora de oferecer um desconto ou um frete grátis, por exemplo.

Nesse sentido, uma das maiores dificuldades de quem faz artesanato é saber quanto de fato vale o seu produto. Isso porque, além do custo com matéria-prima, há alguns gastos não tão palpáveis assim, como custos fixos, horas de trabalho, melhorias no ateliê, entre outras coisas.

Além disso, o valor do seu artesanato depende muito do preço do produto no mercado, sua habilidade e experiência. Quanto mais técnica, perfeição e demanda o seu trabalho tem, mais você pode cobrar por ele. A seguir, vejamos alguns pontos que devem ser considerados:

Investimento inicial

Caso você tenha decidido levar sua produção de artesanato adiante e transformá-la em um negócio, é necessário fazer um investimento inicial. Por menores que sejam, esses gastos são fundamentais e devem estar no seu planejamento financeiro para que você saiba se está vendendo o suficiente para cobri-los.

Suponhamos que você crie bonecas de pano artesanais e, para começar a trabalhar, precisou adaptar um cômodo da sua casa e fazer uma reforma em seu ateliê, gastando R$ 3000 com isso. Depois, você investiu R$ 300 em uma máquina de costura e mais R$ 1500 no marketing digital para promover sua loja online. Seu investimento inicial, portanto, foi de R$ 4800.

Calculado o montante, é importante definir em quanto tempo você deseja pagar por ele. Em nosso exemplo fictício, vamos estabelecer uma meta de dois anos. Portanto:

R$ 4800 (investimento inicial) ÷ 24 meses = R$ 200

O que isso significa? Que, para que você não tenha prejuízo, suas vendas mensais devem atingir o valor mínimo de 200 reais.

Você não precisa colocar esse investimento no custo do produto, mas deve tê-lo sempre em mente para calcular a quantidade da sua produção e venda. Se não atingir essa quantia mínima durante o mês, quer dizer que o seu negócio ainda não começou a “ser pago”.

Custos fixos

Há outros custos que também devem ser registrados para um maior controle. Tratam-se dos gastos fixos que você terá mensalmente para manter seu ateliê funcionando: internet, energia elétrica, mensalidade da plataforma virtual, aluguel do espaço, entre outros.

Considerando que nosso ateliê fictício funciona em casa e não temos gasto com aluguel, vamos considerar que nosso custo fixo é de 300 reais mensais.

Valor da hora

Assim como em qualquer outra profissão, você deve ganhar pelo tempo que investe no trabalho. E esse tempo inclui não apenas o momento da confecção da peça como também o utilizado para comprar a matéria-prima, atender os clientes, fechar pedidos e cuidar da loja virtual.

Quantas horas por dia você está disposto a trabalhar? Caso essa seja sua única atividade, recomendamos que separe cerca de oito horas por dia, de segunda a sexta-feira. Como um mês tem geralmente 22 dias úteis, isso seria cerca de 176 horas mensais.

Depois dessa análise, estipule qual seria o seu salário pelas horas trabalhadas. Se estiver começando e ainda não há tanta procura pelo seu produto, recomendamos que encontre um valor entre R$ 1000 e R$ 2000.

Em nosso exemplo escolhemos um salário de R$ 1200, mas vamos adicionar um extra que será dedicado a melhorias como cursos de aperfeiçoamento e alguns materiais que precisaremos comprar. Calculemos então mais R$ 100 por mês.

Então, só precisamos fazer a conta para saber o valor da hora:

R$ 1200 (salário) + R$ 100 (melhorias) ÷ 176 (horas por mês) = R$ 7,38

Nesse caso, arredondando, o valor inicial da sua hora de trabalho seria de R$ 7,40.

Gastos com matéria-prima

Chega então o momento de calcular o valor de cada produto. Para isso, você precisa saber quanto gasta de matéria-prima e incluir também os gastos com a embalagem.

Vamos supor que o tecido que você utiliza para as suas bonecas custe R$ 20 o metro, e que para cada boneca você precise de aproximadamente 10 centímetros de tecido. Isso quer dizer que você gasta R$ 2 de tecido com cada boneca. Faça essa conta com todos os materiais necessários para fabricar seu produto, incluindo itens como cola, papel para molde etc.

Nossa boneca do exemplo custa, em média, R$ 15 para ser fabricada. Agora, vamos calcular o preço de custo.

Fórmula para calcular o preço de custo

Para chegar no preço de custo, você pode incluir os seus gastos fixos, definir quantas peças pode produzir por mês e seguir a seguinte fórmula:

(Custo fixo ÷ número mensal de peças) + gastos com matéria-prima = preço de custo

Supondo que o número de peças que vamos produzir por mês seja 35 e considerando todos os outros dados, nosso preço de custo é de R$ 23,57.

Definindo o preço de venda

Após definir quanto custa o seu produto, você precisa estipular a que preço vai vendê-lo para obter um lucro justo. Por isso, a sua hora trabalhada conta muito. O próximo passo é saber quantas horas em média você gasta para produzir cada peça e multiplicar esse número pelo valor da sua hora.

Em nosso exemplo, produzimos cada boneca em quatro horas, então o tempo de produção vale em torno de R$ 29,60. Somando esse número ao preço de custo obtido acima, chegamos ao preço de R$ 53,17.

Pronto! Agora você já sabe quanto deve custar o seu produto. Lembre-se, contudo, de que esses valores podem variar bastante. Por fim, se você deseja vender online, tente testar a plataforma por 15 dias grátis. Depois do teste, se você optar por continuar com o serviço. Experimente e nos conte o que achou!

Fonte: E-commercebrasil

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Os benefícios das atividades artesanais para a saúde

Bom dia meninas e meninos!
Hoje trouxe para vocês este ótimo artigo do site Hypescience sobre os benefícios do tricô e outras atividades artesanais para a nossa saúde. Eu não sei tricotar, por enquanto só sei bordar ponto cruz - que é uma arte que eu amo -, mas quem sabe no futuro eu aprendo tricô e crochê também.
Para você que anda estressada (o), depressiva (o), procura algo para relaxar, leia este artigo e se inspire, aprenda algum artesanato e seja mais feliz!
Espero que vocês gostem e aproveitem.
Millll beijinhos, um lindo dia abençoado por Deus.


Os benefícios de saúde do tricô

Se você está procurando um novo hobby, considere tricotar. Pode parecer algo “ultrapassado” ou “chato”, mas na realidade a atividade pode ser muito satisfatória e ter uma série de benefícios a saúde.
É o que pensa Jane Ellen Brody, autora americana que já publicou várias obras sobre ciência e nutrição, e que possui uma coluna sobre “Saúde Pessoal” no The New York Times. Escrevendo para o jornal, Jane explicou que o tricô está “na moda” novamente e que suas vantagens são muitas.

É como meditar

Nos EUA, tem havido um ressurgimento do tricô e outros artesanatos, e não apenas entre pessoas idosas. O Craft Yarn Council, um conselho nacional sobre artesanatos, relata que um terço das mulheres com 25 a 35 anos agora faz tricô ou crochê. Mesmo homens e crianças estão experimentando a arte.
O interesse é justificado. Ao que tudo indica, o tricô tem o poder de relaxar as pessoas. De acordo com o Dr. Herbert Benson, pioneiro em medicina mente e corpo e autor de “A Resposta do Relaxamento”, diz que a ação repetitiva de tricotar pode induzir um estado de relaxamento como a associada com a meditação e yoga.
Uma vez que você passa da fase de aprendizagem, atividades como tricô e crochê podem diminuir a frequência cardíaca e pressão arterial e reduzir os níveis sanguíneos nocivos do hormônio do estresse cortisol. 13 chaves para uma vida mais calma

Bônus

Ao contrário de meditação, atividades artesanais também resultam em produtos tangíveis e muitas vezes úteis que podem melhorar a autoestima das pessoas. Jane, por exemplo, gosta de ter fotos dos produtos que cria no seu celular, para impulsionar seu ânimo quando sente que precisa.
Desde os anos 1990, o Craft Yarn Council faz um levantamento com centenas de milhares de pessoas, que rotineiramente listam alívio do estresse e realização criativa como os principais benefícios das atividades artesanais. Neste levantamento, o pai de um bebê prematuro relatou que, durante o tempo que a filha passou na unidade de terapia intensiva neonatal, aprender a tricotar foi o que lhe deu um senso de propósito em um momento no qual ele se sentia muito impotente.
O hobby continuou a ajudá-lo mais tarde na vida, a lidar com o estresse no trabalho, proporcionar uma sensação de ordem em dias agitados e dar tempo ao seu cérebro para resolver problemas.

Não para por aí

As recompensas de tricotar podem ir além de aliviar estresse e ansiedade com a satisfação de criação. Por exemplo, Karen Zila Hayes, uma coach de estilo de vida de Toronto, no Canadá, realiza vários programas de terapia com tricô, incluindo “Tricô para Largar” para ajudar os fumantes a abandonar o hábito, e “Tricô para Curar” para pessoas que estão lidando com crises de saúde, como um diagnóstico de câncer ou doença grave de um membro da família.
As escolas e prisões com programas de artesanato também relatam que as atividades têm um efeito calmante e melhoram as habilidades sociais, já que são feitas em grupo. Ter de seguir instruções complexas ainda pode melhorar as habilidades de matemática das crianças. Algumas pessoas inclusive acham que o artesanato ajuda a controlar seu peso.
Assim como é um desafio para qualquer pessoa fumar enquanto tricota, quando as mãos estão segurando agulhas, também se torna complicado comer e pensar em comer só por tédio. Para Jane, o trabalho manual foi de grande ajuda com seus dedos artríticos. Ela sentiu que eles se tornaram mais hábeis. Uma mulher encorajada a tentar tricô e crochê depois de desenvolver uma doença autoimune que causou muita dor na sua mão também relatourrno site do Craft Yarn Council uma melhora.

Ocupa a mente

Um estudo de 2009 da Universidade de British Columbia (Canadá) com 38 mulheres com transtorno de anorexia nervosa que aprenderam a tricotar revelou que o ofício levou a melhorias significativas. 74% das mulheres disseram que a atividade diminuiu os seus medos e as impediu de ruminar sobre seu problema.
Betsan Corkhill, coach de bem-estar da Inglaterra, criou um site chamado Stitchlinks para explorar o valor do que ela chama de “tricô terapêutico”.
Entre seus entrevistados, 54% dos clinicamente deprimidos disseram que tricô era uma atividade que os fazia se sentir feliz ou muito feliz. Em um estudo com 60 pessoas com dor crônica, Corkhill e seus colegas concluíram que o tricô permitia que as pessoas redirecionassem seu foco, reduzindo a sua percepção da dor. Pode ser que o artesanato “ocupe a mente”, tornando mais difícil para o cérebro registrar os sinais de dor.

Ou até faz bem para a mente

E há ainda algumas pesquisas que sugerem que tricô e crochê podem ajudar a evitar um declínio na função do cérebro com a idade.
Em um estudo de 2011, pesquisadores liderados pelo Dr. Yonas Geda, psiquiatra na Clínica Mayo, nos EUA, entrevistaram 1.321 pessoas com idades entre 70 e 89, a maioria cognitivamente normal, sobre as atividades nas quais se engajavam.
O estudo, publicado no Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences, descobriu que aqueles que se envolviam em artesanato como tricô e crochê tinham uma chance reduzida de desenvolver transtorno e perda de memória cognitiva leve. Embora seja possível que apenas pessoas cognitivamente saudáveis busquem essas atividades, aqueles que liam jornais ou revistas ou tocavam música não mostraram benefícios similares.
Os pesquisadores especulam que as atividades artesanais promovem o desenvolvimento de vias neurais no cérebro que ajudam a manter a saúde cognitiva. Em apoio a essa sugestão, um estudo de 2014 da Universidade do Texas em Dallas, nos EUA, demonstrou que aprender a tricotar uma colcha ou fotografar levava a uma melhora na função de memória em adultos mais velhos.
Os que se envolveram em atividades que não eram intelectualmente desafiadoras não viram tais melhorias. [NYTimes]

Fonte: Hypescience

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Concurso Cultural Quero Expor na Art Mundi

Bom dia meninas e meninos!
Trouxe esta boa notícia para quem sonha em expor sua arte na Art Mundi. Vejam como participar deste concurso:

Concurso Cultural Quero Expor na Art Mundi

As inscrições para o "Concurso Cultural Quero Expor na Art Mundi" poderão ser feitas de 15/07 a 15/08 de 2015. Poderão participar residentes em todo o território nacional, com idade mínima de 18 anos.
O participante deverá enviar um vídeo dele próprio, com duração de, no máximo, 2 minutos. Os vídeos serão postados na Fan Page da Art Mundi no facebook e o mais votado será o vencedor. Os vídeos que fugirem do tema proposto no concurso serão automaticamente desclassificados.

Conte porque que sonha em expor na Art Mundi, mostre um pouquinho do seu artesanato para ficar bem bonito! É só mandar o seu vídeo respeitando as instruções abaixo.
O artesão do vídeo mais curtido terá direito a expor, num stand de 9m², com montagem básica e com isenção de taxas, na feira Art Mundi, que será realizada de 04 a 13 de setembro de 2015 em Santos SP.
O resultado será divulgado dia 19/08/2015.

Para participar é bem fácil:
A. Acessar o site oficial da ART MUNDI: www.artesanatodiretriz.com.br
B. Enviar um vídeo (Conte porque que sonha em expor na Art Mundi, mostre um pouquinho do seu artesanato para ficar bem bonito!)
C. Preencher todos os dados do formulário.
D. Curtir a página oficial no facebook (www.facebook.com/Feiarte)
E. Depois disso nós vamos postar o vídeo na página.
F. Curtir e compartilhar o vídeo publicamente em seu perfil.
G. Por último, peça para seus amigos curtirem o vídeo e a página.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Exposição “Mãos que Bordam” terá painel gigante com trabalhos vindos de todo o país

Bom dia meninas e meninos!
Hoje trouxe para vocês um artigo sobre a Exposição "Mãos que Bordam" que acontecerá no próximo dia 04 de julho em Belo Horizonte. A exposição terá um grande painel reunindo peças elaboradas por bordadeiras de todo país. Podemos ver no facebook fotos de 7u&&alguns dos belíssimos bordados que fazem parte do painel.
https://www.facebook.com/bordandohistorias

Adriana dos Anjos-MeusGráficosDePontoCruz



Resgatando a memória afetiva através do bordado  
Exposição do “Mãos que Bordam” terá painel gigante com trabalhos vindos em todo o país

Publicado em 30/06/15 - 03h00
Ana Elizabeth Diniz

A vida tem suas tramas. Foi o que aconteceu com Fátima Coelho, pedagoga e professora nascida em uma família de bordadeiras: avó, mãe e tias. A aptidão foi deixada de lado, pois o mundo vivia a revolução feminina. Bordado era coisa de velho.

Anos mais tarde, já casada, com consultório e dois filhos, adoeceu e precisou ficar de repouso.

Uma tia pediu ajuda para bordar 50 paninhos, que se transformaram em 150, e ela não parou mais. Hoje, Fátima faz do bordado uma forma de resgate da memória afetiva, ouvindo muitas histórias e aprendendo com todas elas. Ela criou o projeto “Mãos que Bordam”, que vai expor um enorme painel que está sendo elaborado por bordadeiras de todo o país.

O grupo começou a se articular durante o 1º Seminário Nacional do Bordado, promovido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), quando a pedagoga foi convidada a proferir uma palestra.

Com o tema “O Bordado e suas Histórias”, ela reuniu práticas e expressões artísticas feitas com agulha e linha sobre o tecido.

“Pedi que minhas alunas bordassem as mãos, com símbolos que remetessem a suas respectivas histórias de vida. Ao mesmo tempo lancei a ideia de unirmos todas as pessoas que amam o bordado, como uma forma de expressar os sentimentos e emoções por meio das mãos e estimular essa prática”, disse Fátima.

Desde que o projeto foi lançado, mais de cem bordadeiras e bordadeiros de todos os cantos do Brasil já enviaram seus trabalhos. As peças estão sendo unidas umas às outras para a construção de um painel que deve contar com pelo menos 500 bordados.

AGENDA: A exposição “Mãos que Bordam” acontece no próximo dia 4, das 9h às 18h, na Escola Brincar, à rua Urucuia, 62, Floresta, em Belo Horizonte. Informações: (31) 9992-6884 e (31) 3334-6884.

Fonte:

quinta-feira, 19 de março de 2015

Feliz Dia do Artesão (19 de março)

Olá meninas arteiras e meninos arteiros!
Feliz Dia do Artesão. Que Deus sempre abençoe as mãos, o cérebro e o coração de cada artista! Milllll beijinhos.

"Existe um artista aprisionado em cada um de nós. Deixe-o solto para espalhar alegria por toda parte." (Bertrand Russell)


ArtesCON´15 (Conferência Online de Artistas Criativos e Artesãos Empreendedores)

Boa noite meninas e meninos!
Hoje, Dia do Artesão, vim compartilhar com vocês um artigo que li sobre o evento ArtesCON´15 (Conferência Online de Artistas Criativos e Artesãos Empreendedores) que está acontecendo desde o dia 16 de março. Para quem estiver interessado, ainda dá tempo de se inscrever gratuitamente. Clique aqui para ver toda a programação.

Adriana-MeusGráficosDePontoCruz



Artesãos e artistas criativos juntam 
forças através do ArtesCON´15
  
O artesanato e arte manual estão presentes na humanidade há milhares de anos. E, comparado com outros setores da economia, muito pouco mudou ao longo dos séculos, uma vez que o trabalho continua basicamente dependendo do talento e das habilidades manuais individual ou coletiva. Mas os tempos são outros e hoje em dia a internet está presente na vida de todo mundo.

É com o objetivo de reunir profissionais do ramo de artesanato e das artes manuais de um modo geral que surgiu a Conferência Online de Artistas Criativos e Artesãos Empreendedores. O evento, que será realizado na semana em que se comemora o Dia do Artesão (19 de março), pretende juntar profissionais de todas as regiões através de um ambiente virtual, visando a troca de experiência e, principalmente, de olho nas oportunidades de empreendedorismo da nossa atual geração.

O evento possui transmissão gratuita e vai oportunizar um ambiente rico de conhecimento, experiência e oportunidades. Do dia 16 ao dia 22 de março pessoas do Brasil inteiro poderão acompanhar todas as palestras que vão ser apresentadas, com profissionais que atuam em diferentes áreas.

Confira os assuntos que serão abordados ao longo da semana:
- Valorização das artes manuais: Os profissionais que trabalham neste segmento muitas vezes acabam tendo dificuldades de colocar preço no seu trabalho. A ideia é permitir que as pessoas entendam quais são os verdadeiros valores que poderão ser agregados no trabalho final.
- Internet no seu negócio: Hoje em dia a tela do computador é uma verdadeira janela de oportunidades para um mundo que precisa ser explorado pelos profissionais das artes manuais. Qualquer pessoa pode começar a vender seus trabalhos pela internet, ou então iniciar um curso pela internet, dentre outras inúmeras opções que serão apresentadas.
- Gestão: Muitos profissionais que trabalham com artes manuais esquecem que eles precisam encarar as suas atividades como uma pequena empresa. Ou seja, é importante ter noções de administração e controle de finanças para que uma pessoa consiga sobreviver apenas com o seu trabalho. Afinal de contas, a grande maioria dos profissionais desta área não contam com um salário no final do mês, e precisam garantir os clientes do dia a dia para o seu sustento.
- Mentalidade empreendedora: Um verdadeiro empreendedor não trabalha simplesmente focando no seu produto final. É preciso estar sempre de olho nas oportunidades que surgem pela frente. Alguns acreditam que um empreendedor nasce com estas características, mas existem uma série de técnicas que podem ajudar a aumentar a criatividade e a identificação das oportunidades, que serão abordadas durante o evento.
- Hobby e Negócio: Algumas pessoas conseguem nunca trabalhar na vida, pois acabam encontrando uma determinada atividade que gostam tanto que conseguem ganhar dinheiro apenas se divertindo. E este deve ser o grande objetivo do artista, conseguir viver daquilo que lhe faz bem.
- Posicionamento e crescimento: O mundo globalizado acaba sendo um campo fértil de oportunidades. Mas o empresário que vive de artesanato ou de qualquer tipo de arte manual e criativa deve ter em mente que este campo também acaba sendo verde para outras pessoas, incluindo competidores em potencial.
- Economia criativa e o artesanato moderno: Nunca antes na história do planeta tantas pessoas decidiram largar seus empregos normais e viver dos seus sonhos. O artesanato faz parte desta grande indústria criativa do mundo e durante o evento você vai conhecer mais sobre este assunto.

A ArtesCON´15 ainda preparou uma área diferenciada para aqueles que realmente querem levar a sério o seu negócio. Além do evento online, aqueles participantes que optarem por aderir a área Premium poderão ter uma série de benefícios e bônus.
Um dos principais benefícios deste pacote é permitir que o participante consiga visualizar as palestras sempre que desejar. Além disso uma série de conteúdos extras estarão disponíveis.

Lembre-se: o evento ArtesCON´15 acontece entre os dias 16 e 22 de março, e as inscrições para as transmissões gratuitas e acompanhamento da programação podem ser feitas através do site http://www.artescon.com.br/

Fonte: R1

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A Perfeição dos Bordados de Chloe Giordano

Olá meninas e meninos!
Pesquisando na internet, encontrei os maravilhosos bordados da artista Chloe Giordano. Os trabalhos dela são lindos, delicados e muito próximos à realidade. Uma perfeição nos detalhes!
Confiram no artigo abaixo.
Adriana-Meus Gráficos De Ponto Cruz


Os pequenos e delicados animaizinhos 
bordados por Chloe Giordano

A ilustradora Chloe Giordano, de Oxford, Inglaterra, cria delicadas representações de animais em miniatura renderizados com bordados à mão livre. Os airosos e graciosos trabalhos que mostram uma corça ou um ratinho dormindo são pouco maiores do que um dedal, mas ainda assim podem expender um longo período de tempo para que sejam completados, já que ela mistura uma miríade de cores de linhas para atingir a perfeição em cada peça. Chloe também cria pequenas esculturas de pano de bichos em 3D que você pode ver em seu Tumblr.

Tumblr (http://karenin.tumblr.com/)
Facebook (Chloe Giordano Illustration)

Fonte: Metamorfose Digital








sábado, 7 de fevereiro de 2015

Bordados Tradicionais Portugueses

Bordado - Castelo Branco
Bordados

Bordados e rendas são uma Tradição Portuguesa em várias regiões do país. 
Os bordados, são figuras e desenhos criados manualmente ou de forma mecânica num tecido, com a utilização de vários tipos de instrumentos, como: agulhas, fios compostos em seda, lã, algodão, linho, metal,etc., de modo que o uso destes fios, resulte na composição desejada.
Os bordados tradicionais portugueses evidenciam-se pelos materiais usados, pelas técnicas utilizadas e também nas bases onde assentam os bordados.
Muitos dos pontos utilizados nos bordados em Portugal deram entrada no país, no tempo dos descobrimentos, através de reproduções que nos chegavam do exterior. Posteriormente, as várias regiões que os adotaram deram-lhes uma marca muita própria e exclusiva, resultando com isso um cunho característico dessa localidade. Temos como exemplo os bordados de Viana do Castelo ou da Ilha da Madeira, entre tantos outros.

Bordados - Viana Castelo

Em determinadas ocasiões, o bordado representa a classe social de quem o usa no seu vestuário, espelhando não raramente o seu estilo e sensibilidade.
O bordado é uma arte têxtil que documenta e evidencia não apenas os desejos das demandas da época, mas igualmente o gosto da bordadeira.
Ao longo dos tempos e desde sempre desempenhou um papel significativo na economia local, apesar dos condicionalismos que a indisponibilidade de determinadas matérias primas pudesse ocasionar.

Bordados - Caldas da Rainha

Bordados – Eruditos e Populares

Os bordados eruditos revelam a ascendência de diferentes épocas artísticas dos países que lhe dão a origem. Neste tipo de bordados favoreceu-se o design em prejuízo da técnica que passou para um plano secundário. Nos bordados populares pelo contrário, privilegia-se a técnica e as composições tradicionais, espelhando a personalidade regional e as suas raízes ao longo das épocas.

Bordados – Tapetes de Arraiolos

São também bordados os famosos Tapetes de Arraiolos, tapetes destinados ao chão e bordados em lã sobre uma tela de estopa, originários da vila alentejana que lhes dá o nome. [a]

Tapete de Arraiolos


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Bordados Tradicionais Portugueses

  
BORDADO DAS CALDAS DA RAINHA

O bordado das Caldas da Rainha é típico da região Oeste de Portugal, da zona das Caldas da Rainha.

Este bordado teve origem no tempo da monarquia, tendo sido criado pela Rainha D. Leonor (1458-1525) e pelas suas aias nas temporadas, que passavam nesta terra.

As senhoras inspiravam-se nos bordados vindos da Índia e ocupavam muito do seu tempo criando e ensinando este lavor.

Os primeiros bordados eram executados com fios de linho tingidos em tons de castanho dourado ou em tons de mel através das cozeduras de chás de casca de árvores e flor de carqueja. O bordado era feito sobre o linho grosso e ligeiramente cru ou sobre linho castanho dourado e bordado com branco.

Antigamente o bordado era feito numa só cor e os pontos mais utilizados eram os pontos de coroa, ponto grilhão, o pé de flor e o de cadeia.

Nos dias de hoje já se utilizam mais pontos, como o de formiga, o ponto ilhós e o ponto de recorte.

As diferenças existentes entre o bordado antigo e o mais moderno estão principalmente relacionados com os termos de composição, no antigo é mais floral, ao passo que no mais moderno predominam as volutas, as carinhas e os passarinhos.

 BORDADO DE TIBALDINHO
O bordado de Tibaldinho é caraterístico da região de Mangualde, na Beira Alta, zona norte do país. A origem do bordado de Tibaldinho remonta ao tempo em que a família real e a sua corte regressaram a Portugal, após a sua estadia no Brasil. A corte possuía um grande número de solares na zona de Mangualde, no distrito de Viseu, e também uma grande colecção de bragais. O desgaste das peças do património da nobreza, durante a sua ausência no Brasil, fez com que fosse necessário renovar e substituir as mesmas, aquando do seu regresso. Para tal foram contratadas bordadeiras da região, que refizeram assim os enxovais, criando um novo património têxtil.

O reconhecimento das peças elaboradas fez com que esta se tornar-se numa atividade relevante da região, contribuindo para o sustento das famílias. A importância que o bordado tinha na economia familiar está presente na lenda de que em Tibaldinho “até os homens bordavam”. No entanto, estes limitavam-se a facilitar a vida às mulheres para que estas pudessem bordar mais.

Este bordado é harmonioso e simples, sendo predominantemente branco. Isto deve-se ao facto das peças em causa se tratarem de roupa de casa e de antigamente se associar o branco à limpeza, higiene, pureza, honestidade e virtude.

Alguns dos motivos desenhados são baseados no tema Amor, utilizando o enleio, série de ilhós, borbotos, cordão em espiral, estrelas, corações, folhas de carvalho, óculos preenchidos com aranhas e um original crivo tecido pelo avesso. Este tipo de bordado adorna toalhas, roupa de cama, aventais entre outros artigos de decoração do lar.

O linho de produção local é, desde há séculos, utilizado neste tipo de bordado. Na sua técnica utiliza-se muitos pontos abertos e cheios, o que confere a estes trabalhos alguma transparência. Os pontos mais utilizados são os ilhós, borbotos ou nozinhos, o ponto espinhado ou de espinha de cobra, o pompom, de cordão ou lançado, caseado ou de recorte e os crivos.

 BORDADO DE GUIMARÃES
Este bordado é proveniente de Guimarães cidade histórica, do berço do país, local onde habitava o Duque de Bragança e a burguesia.
Os bordados eram tradicionalmente feitos por homens habilidosos, e por mulheres que na maioria faziam parte da família dos bordadores. Era considerada uma arte exigente e digna da burguesia, onde se aprendia desde muito cedo, até se tornarem mestres do saber.

Estes bordados vestiam gentes da nobreza e do clero que exibiam as suas luxuosas vestes muitas vezes bordadas com ouro. Altamente exigentes, as encomendas obedeciam a um rigoroso padrão de qualidade e beleza, o que levava os bordadores a uma constante evolução nas ideias e no próprio desenho do bordado.

Os tempos foram mudando e a ostentação das luxuosas vestes caíram em total desuso, assim como os bordados passaram a ser criados por mãos apenas femininas, das classes mais ricas, que o laboravam em horas de lazer e convívio.

Mais tarde, depois da revolução francesa, surgiu o bordado a branco que, se enquadrava no novo espírito do império neoclássico e o romântico. Com a industrialização e o ensino público feminino, o bordado, sempre ligado á região, e à economia local, passou a ser alvo de negócio que as mulheres dominavam trabalhando em fábricas, ou em casa.

Os bordados de Guimarães seguiam uma linha uniforme e geométrica, com grandes volumes de linha, e de uma cor só em cada bordado, mas diferentes cores podiam ser usadas individualmente, como o azul, vermelho, branco, beige, e o cinza.

Atualmente, são realizados em pano de linho industrial ou caseiro e os desenhos são baseados na fauna e flora locais: silvas, passarinhos, flores, estrelas, cercaduras, laços, entre outros. 

 BORDADO DE CASTELO BRANCO
O Bordado tradicional de Castelo Branco, é um dos bordados caraterísticos da zona centro do país, designado noutros tempos por “Bordado a Frouxo”, é um produto típico da região de Castelo Branco e carateriza-se por um desenho muito próprio e uma simbologia muito especial.

Surge essencialmente em colchas de linho bordadas com fios de seda natural, tingidos de diversas cores e tonalidades, conferindo uma grande harmonia sobre os panos de linho cru.

Os desenhos e cores utilizados nas Colchas de Noivado têm a inspiração trazida das colchas orientais da Índia, por altura dos descobrimentos.

Neste tipo de bordado utilizam-se vários pontos, como o ponto de cadeia ou o ponto pé de flor. O ponto que ganhou o nome da cidade e que deu também origem a um dos nomes deste bordado foi o “ponto a frouxo”, que cobre maiores extensões, o caule ou as raízes da árvore da vida.

Em relação à simbologia existente nestas colchas, os elementos mais vistos são:

· O lar representado pela árvore da vida;

· Os pássaros que representam os desposados;

· O homem e a mulher representados respetivamente pelo cravo e pela rosa;

· Os lírios que mostram a virtude;

· Os corações, que significavam o amor. 

 BORDADO DE VIANA
O bordado de Viana é muito conhecido, é típico da Região do Minho, a norte de Portugal.

Este bordado tem a sua origem nas camponesas da região do Minho que valorizavam os objectos de uso pessoal e diário com bordados de motivos de inspiração campestre e romântica, como as flores, as folhas e os corações. Os bordados são principalmente aplicados nos trajes e nas toalhas de mesa.

Em períodos mais difíceis, a produção destes bordados permitiu garantir o sustento das famílias.

Na base dos bordados utiliza-se sempre linho grosso caseiro. As linhas de algodão são utilizadas nos bordados de algodão. As cores mais utilizadas são o branco, o vermelho e o azul. Nas peças de vestuário o leque de cores é maior utilizando-se também o amarelo, o laranja, o verde e o roxo. Outro material utilizado é um cordão de fios dourados que serve para contornar os desenhos dando-lhe mais realce.

Os bordados com fio de algodão utilizam os pontos abertos, de cadeia, caseados, cheio, cordão, crivo, cruz, engradeado, espinha de peixe dobrado, folha de feto, formiga simples, nozinho, pé de flor, pesponto, atrás, pontinha a direito, pontinhos pequenos, rede, volta, pregas da imprensa, bicos e de galo.

Nos bordados com fios de lã não se emprega o crivo. Os desenhos são cheios com pontos largos lançados na mesma direcção e contíguos. Os pontos mais utilizados são o de pé de flor, o ponto russo, de sombra do avesso, de cordão, de palhete, de formiga, de nós, de espinha, de bicos entre outros pontos de fantasia.

Estes trajes são hoje em dia usados principalmente em festas, feiras e por grupos de danças tradicionais. Nestes bordados são muitas vezes adicionados objectos de ouro, tais como cordões ou medalhas, que representam o dote das raparigas para casar.

 BORDADO DA PALHA – AÇORES
O Bordado da Palha é caraterístico da ilha do Faial no arquipélago dos Açores. A sua origem é contada pela história de uma emigrante inglesa em 1850, que apareceu na ilha e usava um chapéu de seda bordado a palha, que terá impressionado uma habitante local que se dedicou a descobrir a forma de bordar com a palha.

Esta nova técnica foi-se expandido entre a comunidade uma vez que também utilizava materiais pouco dispendiosos e fáceis de encontrar: a agulha, um pedaço de tule e alguma palha.

Os trabalhos iniciais eram essencialmente véus, mas no decorrer do tempo foram também sido realizados em estolas e vestidos.

Os motivos bordados têm uma ligação aos elementos naturais da região, assim os desenhos são geralmente espigas, cachos de uvas e pequenas flores.

Fruto da relação próxima do arquipélago com o continente americano, a fama deste bordado foi-se espalhando, tendo já feito parte do guarda roupa de mulheres muito famosas, como Jacqueline Kennedy.

 BORDADOS DE NISA
O bordado de Niza é dos bordados típicos da região sul do país.

A história dos bordados de Nisa, tem origem na dedicação feminina de preparação das peças para o enxoval. A realização destas peças era tanto para uso próprio como também para venda e assim uma forma de sustento.

Desta região são reconhecidos vários géneros de bordados:

 - os Alinhavados, ou também conhecidos como desfilados são realizados em pano de linho ou pano cru, onde são retirados fios da trama do pano, por forma a ficar em aberto o fundo do desenho, e os restantes fios são guarnecidos a ponto de crivo. Os desenhos tradicionais eram figuras humanas, animais, cruzes, formas geométricas, florões, flores e folhas. A sua aplicação é variada, feita em almofadas, toalhas de mesa, lençois, colchas entre outros.

 - Coberjões ou Cobertores Bordados, são elaborados em feltro preto ou branco e bordados à mão com fios matizados. Na sua confeção são utilizados o ponto de fio torcido ou pé de flor, o ponto cheio e os nozinhos, que tal como as cores, são usados consoante o gosto e a sensibilidade artística do executante. Depois de terminado, é feito um caseado em toda a volta do cobertor por forma a rematá-lo.

Com a utilização de uma técnica semelhante à dos cobertores também se destacam os Xailes do traje tradional de Nisa.

 - Aplicações em feltro, são também muito conhecidas, pois são aplicadas numa variedade grande de peças: cobertores de faixa, almofadões, saias de camilha, centros de mesa, pegas de cozinha, casacos, e capas. São realizados com  duas partes de feltro de cores diferentes sobrepostas com  papel vegetal, onde se encontra o desenho, e que depois de cosidas se recorta cuidadosamente o tecido à volta do ponto e obtendo-se uma peça com relevo. Os motivos mais frequentes dos desenhos são as flores, as parras, folhas, cachos de uvas e outros relativos à flora local.

 BORDADO DE ÓBIDOS
O bordado de Óbidos é típico da região Oeste de Portugal, da zona das Caldas da Rainha.
O bordado de Óbidos tem origem na década de 50, quando uma senhora, Maria Adelaide Baptista Ribeirete, ao ficar encantada com a originalidade do teto da igreja acabou por copiar os seus desenhos, adaptando-os em bordados, cujas técnicas transmitiu às outras mulheres da vila. Em tempos de dificuldade as mulheres de Óbidos bordavam e vendiam os trabalhos produzidos e com o produto das vendas conseguiam reorganizar as suas vidas. [b]

Fonte:
Tradição Portuguesa [a]
Bordados Tradicionais Portugueses [b]

terça-feira, 18 de novembro de 2014

1° Seminário Nacional do Bordado na Unicamp

Boa noite meninas e meninos.
A Unicamp promove nos dias 24 e 25 de novembro o 1° Seminário Nacional do Bordado. Agora a nossa amada arte do bordado manual ganhou fundamentos de ciência! Para quem estiver interessado e puder ir lá conferir o evento, deixei no final desta postagem o link com a programação completa. Se eu morasse perto, com certeza não perderia essa!
Mais detalhes abaixo, com informações do site do seminário.
AdrianadosAnjos-MeusGráficosDePontoCruz
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O Seminário-Primeiro Seminário de Bordado da UNICAMP

Quando um fio de linha perpassa o fundo de uma agulha e as mãos habilidosas de um ser humano encontram um pedaço de pano, nasce um caso de amor e arte: a magia chamada “Bordado”. A técnica de juntar fios coloridos sobre tecido opaco traz mais que lembranças e fatos históricos do homem primitivo, pois mostra, também, as “costuras pela sobrevivência”, feitas em peles de animais, vestes litúrgicas e ornamentos da realeza.

Bordar e narrar têm um caráter organizador. Quando se borda ou se narra, cria-se um novo traçado para a própria história, o que dá forma ao próprio milagre da criação! Bordar é a possibilidade de recompor a história da vida, é o fio condutor de diferentes gerações que deixam suas marcas no tecido e no tempo.(Fonte: Preac.Unicamp)

Bordado manual ganha fundamentos de ciência
em seminário na Unicamp

16/11/2014-G1
Evento terá palestras, debates e depoimentos de bordadeiras por dois dias. Instituição mantém oficinas que reúnem funcionários, alunos e comunidade.
Regina Santomauro

As imagens coloridas e delicadas, impressas com linha e agulha em tecidos de algodão, ganham fundamentos de ciência no 1º Seminário Nacional do Bordado, que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) promove nos dias 24 e 25 de novembro. A instituição de ensino público, uma das mais conceituadas do país, mantém um grupo que inclui funcionários, alunos e pessoas da comunidade, que se dedicam a produzir e transmitir as técnicas dessa arte.

O seminário é inédito dentro de uma universidade brasileira, garante Teresa Barreto, organizadora do evento. Além de apresentações musicais e exposição de trabalhos, a programação do seminário reúne palestras, oficinas, debates e depoimentos de integrantes do grupo da Unicamp, que encontraram no bordado uma forma de superar traumas e afastar a depressão.
O bordado passou a integrar a academia no primeiro semestre de 2013, como tema de oficinas dirigidas a funcionários e alunos, explica Teresa Barreto. A aceitação foi tão boa que começaram a chegar interessados de fora da instituição e a atividade, ligada à Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac), foi aberta à comunidade.

Teresa Barreto, organizadora do Seminário (Foto: Regina Santomauro / G1 Campinas)

Linhas e agulhas
Os encontros semanais reúnem pessoas de várias idades e atividades, como a estudante Beatriz Rotoli, de 20 anos, aluna do curso de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Sem nunca ter pego em linhas e agulhas, Beatriz conta que queria produzir um lenço para dar de presente. Nas oficinas, não só aprendeu as técnicas do bordado como aprendeu a trabalhar as emoções. “É como se eu estivesse encontrando um novo caminho para a felicidade”, avalia. Atualmente, a universitária dá aulas de bordado nos encontros da Unicamp.

Thaís Pietro, de 20 anos, começou a frequentar os encontros no ano passado, antes mesmo de passar no vestibular para o curso de Estatística da Unicamp. Para Thaís, com o bordado ela encontrou a tranquilidade para enfrentar os estudos e os percalços da vida. Assim como Beatriz, Thaís obteve uma bolsa da instituição para conciliar os atividades.
A venezuelana Nella Paredes é engenheira elétrica e aluna de mestrado na Unicamp há um ano e meio. Sem conhecer o idioma e sem amigos no Brasil, Nella encontrou a oficina de bordado. “As oficinas servem como orientação para minha vida, um lugar onde fiz amigos garante e aprendi a conviver”, explica.

Nella Paredes (esquerda) e Silvana Mondelli se conheceram na oficina de bordado (Foto: Regina Santomauro / G1 Campinas)

Moradora de Barão Geraldo, a artista plástica Silvana Mondelli conheceu a oficina de bordado “por acaso”, no site da Unicamp. A paixão pelo bordado e a busca de motivação levaram Silvana a integrar o grupo. “Os encontros trouxeram alegria e motivação para minha vida”. Silvana é autora do desenho que ilustra a sacola que será distribuída aos participantes do seminário, que vem acompanhada de linhas e agulhas para serem guarnecidas.
O seminário foi criado devido aos bons resultados obtidos pelo projeto, explica Angela Maria Morais, coordenadora do Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC), ligada à Preac-Unicamp. Outras informações sobre o seminário estão no site da Preac-Unicamp. (Fonte: G1)

*Programação do Seminário -
www.preac.unicamp.br/cac/bordado/?page_id=346

*Fotos e Histórias Selecionadas -
http://www.preac.unicamp.br/cac/bordado/

sábado, 27 de setembro de 2014

Peru exibe manto têxtil de 2 mil anos com estampas tridimensionais

Boa noite meninas e meninos!
Hoje trouxe para vocês um artigo sobre a exposição do Manto Calendário de Paracas. Ele é considerado a mais valiosa peça têxtil do mundo, e foi devolvido ao Peru após 80 anos por um museu da Suécia. Esta peça icônica da cultura Paracas é de cerca de 2.000 anos e é um dos mais antigos exemplos de arte têxtil mundial, cuja técnica e estética demonstra a grande habilidade de seus artesãos.
Veja abaixo o artigo do site G1.
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Peru exibe manto pré-inca de 2 mil anos 
com estampas tridimensionais

Um manto têxtil pré-inca com 2 mil  anos de antiguidade, que representaria um calendário agrícola da cultura Paracas, está em exibição a partir desta sexta-feira (26) em Lima, surpreendendo por sua simbologia e bom estado de conservação.

O chamado Manto Calendário é considerado por especialistas como um dos têxteis arqueológicos mais importantes do mundo por sua antiguidade, desenhos e técnica de confecção, que permite ver figuras de animais em formato tridimensional.

A peça valiosa foi recuperada com outros têxteis que tinham sido vendidos do Peru ilegalmente para a Suécia quase um século atrás e foi devolvida em junho passado por um museu de Gotemburgo.

"É uma peça única no mundo. É a estrela dos 89 mantos recuperados após permanecer ilegalmente mais de oito décadas na Suécia", disse à AFP Carmen Thais, chefe da área de têxteis do museu.

"O manto teria sido tecido entre os anos 200 a.C a 200 d.c. Ele tem 32 quadros e em cada um deles, há uma figura que marca épocas estacionárias na sociedade Paracas", comentou.

Ela explicou que a técnica do tecido é conhecida como 'looping' (anelado), que possibilita a confecção de estampas tridimensionais.

Foi tecido em algodão e lã de camelídeos e tem 104 cm de comprimento por 51 de largura.

Nos diferentes quadros é possível ver nos menores detalhes condores, gatos monteses, camarões, rãs, espigas de milho, aves como o beija-flor e a perdiz, e homens trabalhando a terra.

"Os desenhos foram tecidos com agulha de cactus, com fios finos de camelídeos para as cores nas quais predomina o vermelho". Para obter a coloração "foram usadas plantas, minerais e, em outros casos, a própria cor da alpaca ou da vicunha", explicou.

Cada quadro foi feito em separado e em seguida, unido à peça para formar um manto de grande beleza, cheio de iconografia, disse Thais.

Paracas foi uma importante civilização do período denominado "Formativo Superior ou Horizonte Precoce", que se desenvolveu na atual província peruana de Pisco, região de Ica, no sul do país. Os têxteis paracas eram considerados os mais belos entre os produzidos na época pré-hispânica por sua beleza artística e o simbolismo de suas imagens.

Acredita-se que o Mando Calendário fosse um "ñañaca", uma espécie de toca que teria feito parte de um enxoval funerário de um alto hierarca. A elite Paracas usava abundantemente em seu vestuário têxteis como mantos, ponchos curtos, turbantes coloridos, tapa-sexos ou waras, camisas ou unkus e saias.

Segundo acordo com as autoridades suecas, a coleção de peças Paracas será devolvida ao Peru, gradativamente, até o ano 2021. O manto ficará em exibição duas semanas no Museu de Arqueologia, Antropologia e História de Lima, antes de ser levado a um recinto especial para sua conservação.

Detalhe de manto inca de 2 mil anos(Foto: AFP Photo/Cris Bouroncle)
Crianças observam manto pré-inca de 2 mil anos no Museu de Arqueologia, Antropologia e História de Lima nesta sexta-feira (26) (Foto: AFP Photo/Cris Bouroncle)
Clique para acessar:Cultura Paracas

Fonte:
g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/peru-exibe-manto-pre-inca-de-2-mil-anos-com-estampas-tridimensionais.html

sábado, 2 de agosto de 2014

3ª edição da “Ação do Coração” em Santos reúne mais de 25 mil pessoas

Boa noite meninas e meninos!
Hoje aconteceu aqui em Santos, litoral de São Paulo, a 3ª edição da "Ação do Coração". Usando como motivação a confecção de corações de tecidos, a ação une as pessoas em uma linda corrente de amor ao próximo.
Veja mais no artigo abaixo:

Ação do Coração reúne mais de 25 mil pessoas 
na Praça Mauá

Em sua terceira edição, este ano a Ação do Coração trouxe o tema Família: Coração da Sociedade!, e reuniu mais de 25 mil pessoas, entre autoridades e representantes de várias religiões, num clima de emoção total.

A produção de corações começou meses antes, em diversas cidades do Brasil e do mundo. O criador e organizador da ação, Alexandre Camilo, afirma que recebeu corações de diversas partes. “Nós recebemos corações da Espanha, Itália, Portugal, Vietnã, Austrália, Estados Unidos e África. Além de diversas cidades do Brasil todo. É a força do amor e do bem, acredito que esses sentimentos sempre prevalecem. Por isso essas pessoas estão aqui, porque acreditam que podem mudar o mundo através de uma pequena ação”, afirma.

Orgulhoso e visivelmente comovido explica que desta vez, a iniciativa ocorre simultaneamente em Atibaia e Recife, no Brasil, e em quatro países: Angola, Inglaterra, Nigéria e Senegal. “É a propagação do amor e da solidariedade. Meu irmão, lá do alto recebe essa vibração”, declara se referindo ao irmão Eduardo Furkini, mentor do evento.

O bispo Dom Jacyr Braido, elogiou o tema escolhido e falou em nome de todas as configurações religiosas. “Devemos ser a família e amar a nossa família que é o berço da sociedade. Um abraço no coração de todos vocês”.

Antes da tradicional distribuição de corações, num ato religioso, todos de mãos dadas fizeram uma oração. De acordo com Alexandre Camilo, organizador do evento, o “tapete da solidariedade” cobriu a praça com mais de 112 mil corações.

Cerca de 400 pessoas participaram da organização da iniciativa que também arrecadou agasalhos e mantimentos para doação.
(Fonte: DiárioOficial)

Ação do Coração coloriu a Praça Mauá, em Santos, SP (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

Motivação: Uma viagem que trouxe a esperança

A inspiração surgiu quando em uma viagem a Europa, o ator Eduardo Furkini conheceu a experiência de uma ONG que realizava um trabalho para chamar a atenção sobre a saúde do coração, promovendo uma grande exposição de corações em praça pública. Motivado no meio dos corações, Eduardo teve a encantadora ideia de levar para o Brasil uma ação semelhante, só que aqui sua intenção era a de motivar as pessoas a doar amor.

Para tanto, os corações seriam feitos em tecido, com a única condição de que o coração ao ser confeccionado fosse carregado com o sentimento de uma boa intenção para a pessoa que fosse pegá-lo e levá-lo para casa, gerando assim uma corrente de amor. A concretização desse desejo não foi possível devido ao seu falecimento. Um ano depois  a AEF realizou o desejo de Eduardo Furkini, que queria realizar essa ação em Santos, com o objetivo de motivar a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na sociedade, como agente promotor de boas intenções e gestos fraternos em relação ao próximo. 
Fonte: http://www.acaodocoracao.org.br/

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Orientações de Quanto Cobrar por seus Bordados

Hoje eu estava lendo os comentários deixados aqui no Blog para depois respondê-los, e entre eles vi um pedido de ajuda da Michela, pois ela não sabe quanto deve cobrar pelo trabalho em Ponto Cruz que ela irá fazer. Aí me lembrei destas duas matérias com orientações do Sebrae que eu tinha guardado nos meus arquivos; consegui as duas há um bom tempo atrás em uma comunidade do orkut. Espero que ajude a Michela e outras amigas que estejam com as mesmas dúvidas.
Beijosss


oo

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